Controle de Acesso

Fechadura eletroímã ou solenoide: qual escolher?

Fechadura eletroímã (também chamada de fechadura magnética) ou solenoide: a escolha errada não é só uma questão de preço — é uma questão de segurança. Uma trava sem energia elétrica que deveria abrir e não abre (ou vice-versa) pode significar uma saída de emergência bloqueada ou uma porta vulnerável. Este guia compara as duas tecnologias e as duas fechaduras eletroímã reais do catálogo — 300kgf e 600kgf — antes de você decidir.

Bruno Dias, técnico em segurança eletrônica da BDias Tecnologia

Por Bruno Dias

Técnico em Segurança Eletrônica — atualizado em 26/07/2026 · 10 min de leitura

Comparativo de três portas com diferentes tipos de fechadura de controle de acesso

Eletroímã ou solenoide: resposta rápida

Se você só precisa da resposta antes de entrar nos detalhes: para a grande maioria dos projetos — entrada principal, rota de fuga, acesso com leitor facial — a escolha certa é uma fechadura eletroímã fail-safe. É o que a BDias tem em estoque hoje, em duas forças reais: a Intelbras FE 10300 (300kgf) para portas comuns e a FE 10600 (600kgf) para portas mais pesadas ou de maior fluxo.

Solenoide (fail-secure) só entra em jogo em um cenário específico: sala de servidores, cofre ou área de alto valor sem função de rota de fuga, onde travar a porta na falta de energia é mais importante do que liberar. Hoje a BDias não vende um modelo solenoide de prateleira — ajudamos a especificar sob consulta, mas não é o produto padrão do catálogo.

Qual a diferença entre fechadura eletroímã e solenoide

A fechadura eletroímã (também vendida como fechadura magnética, ou eletroímã de sobrepor) trava a porta por força magnética: uma placa metálica na porta é atraída por um eletroímã fixado no batente enquanto há energia. A fechadura solenoide trava por um mecanismo mecânico — uma lingueta ou trava física movida eletricamente, geralmente embutida no corpo da fechadura ou na fechadura elétrica de embutir.

A diferença não é só de mecanismo, é de comportamento na falta de energia — e é esse comportamento que define qual delas você deve usar em cada porta.

Fail-safe x fail-secure: a decisão mais importante

Fail-safe (segurança em falha) significa que, sem energia elétrica, a porta ABRE. É o comportamento padrão da fechadura eletroímã: a força magnética só existe com energia; faltando luz, a porta libera. Esse comportamento é exigido por norma de segurança contra incêndio em rotas de fuga e saídas de emergência — ninguém pode ficar trancado numa queda de energia.

Fail-secure (segurança em travamento) significa o oposto: sem energia, a porta permanece TRAVADA. É o comportamento típico da fechadura solenoide. Faz sentido em salas de servidor, cofres e áreas de alto valor, onde o risco de intrusão durante uma falta de energia é mais crítico do que a conveniência de sair rápido.

Antes de comprar, pergunte: essa porta é rota de fuga ou saída de emergência? Se for, a resposta quase sempre é fail-safe (eletroímã). Se for uma sala interna de acesso restrito sem função de evacuação, fail-secure (solenoide) pode ser mais adequado.

FE 10300 ou FE 10600: qual força de eletroímã escolher

A força de retenção é medida em kgf (quilograma-força) e deve ser proporcional ao peso e ao uso da porta. A Intelbras FE 10300 tem 300kgf de força de retenção, fail-safe, alimentação 12VDC, dimensões 250×35×65mm — adequada para portas de madeira, alumínio e aço na maioria dos acessos residenciais e comerciais.

A Intelbras FE 10600 entrega o dobro da força — 600kgf —, indicada quando a porta é mais pesada ou o fluxo de pessoas é maior, incluindo portas de vidro em sistemas de controle de acesso. Ela é um pouco maior (265×40×65mm), então vale conferir se há espaço no batente antes de trocar a especificação. As duas são fail-safe, 12VDC, e estão publicadas no catálogo com link direto de compra.

Regra prática: quanto mais pesada a porta e maior o tráfego, maior a força de retenção necessária — mas força em excesso não corrige má instalação da placa ou do suporte.

Ficha técnicaFE 10300FE 10600
Força de retenção300 kgf600 kgf
ModoFail-safeFail-safe
Alimentação12 VDC / 500 mA12 VDC / 500 mA (6 W)
Sensor de porta + LEDSimSim
Dimensões250 × 35 × 65 mm265 × 40 × 65 mm
Indicada paraPortas comuns, madeira/alumínio/açoPortas pesadas ou de vidro, maior fluxo

Sensor de porta e LED de status: por que isso importa

As duas fechaduras eletroímã do catálogo já vêm com sensor de porta e LED de status — um recurso que costuma passar despercebido na hora de comparar preços, mas muda o que dá para monitorar depois de instalado.

O sensor de porta informa ao sistema se a folha está de fato encostada ou se ficou aberta — útil para saber se alguém esqueceu a porta aberta ou a impediu de fechar, algo que uma fechadura sem sensor simplesmente não reporta. O LED de status mostra visualmente se a porta está travada, permitindo a um funcionário ou porteiro conferir de longe sem precisar forçar a maçaneta.

Instalação: o que muda na prática

A fechadura eletroímã é de sobrepor: o corpo fica visível no batente (ou no vão superior da porta) e a placa metálica na folha da porta, alinhados por um suporte L ou Z conforme o tipo de abertura. É relativamente simples de instalar em portas já prontas, sem rebaixo.

A fechadura solenoide costuma ser embutida no corpo da fechadura ou na trava mecânica, exigindo rebaixo na porta ou no batente — mais parecido com a instalação de uma fechadura elétrica convencional. Em ambos os casos, o projeto precisa de fonte de alimentação 12V DC dedicada, de preferência com bateria de backup, e botoeira de saída para liberação manual do lado de dentro.

3 detalhes que passam despercebidos na ficha técnica

Antes de fechar a compra, três pontos das especificações que costumam pegar quem está especificando pela primeira vez:

  • Espaço no batente: a FE 10600 é 15mm mais comprida e 5mm mais alta que a FE 10300 (265×40×65mm contra 250×35×65mm) — confira se o vão superior da porta comporta a versão de 600kgf antes de trocar a especificação por força.
  • Consumo da fonte: as duas consomem 500mA em 12VDC, e a FE 10600 chega a 6W — se a fonte já alimenta outros equipamentos do controle de acesso (leitor facial, controladora), confirme se sobra capacidade.
  • Faixa de temperatura: operação garantida entre -20°C e +55°C — ambientes muito quentes e sem ventilação (como um forro de laje exposto ao sol) podem exigir atenção extra na instalação.

O que a BDias tem disponível hoje

Hoje o catálogo da BDias tem duas fechaduras eletroímã publicadas, ambas fail-safe, ambas com sensor de porta e LED de status: a Intelbras FE 10300 (300kgf), a mais indicada pra maioria dos projetos, e a FE 10600 (600kgf), pra portas mais pesadas ou de maior fluxo — inclusive de vidro.

Se o seu projeto exige especificamente fail-secure (solenoide) para uma sala de alto valor, fale com a gente pelo WhatsApp: hoje esse não é um produto de prateleira do catálogo, mas ajudamos a especificar o modelo certo mesmo assim.

Quando usar cada uma na prática

Resumo rápido para decidir sem errar:

  • Rota de fuga, saída de emergência ou porta de entrada principal: use eletroímã fail-safe — FE 10300 (300kgf) na maioria dos casos.
  • Porta pesada, de vidro ou de alto fluxo: FE 10600 (600kgf), conferindo o espaço no batente antes.
  • Sala de servidores, cofre ou área de alto valor sem função de evacuação: considere solenoide fail-secure sob consulta.
  • Porta de vidro ou sem rebaixo possível: eletroímã de sobrepor é mais simples de instalar.
  • Sempre inclua botoeira de saída e, se possível, bateria de backup na fonte.
  • Na dúvida sobre qual comportamento a porta exige, priorize a segurança das pessoas (fail-safe) sobre a proteção do patrimônio.

Conclusão: qual escolher

A escolha entre eletroímã e solenoide não é estética nem só de preço — é sobre o que acontece com aquela porta quando falta energia. Para a grande maioria dos projetos, especialmente entradas principais e rotas de fuga, a fechadura eletroímã fail-safe é a escolha certa e mais segura — e a diferença entre a FE 10300 e a FE 10600 é, na prática, só uma questão de quanto peso e fluxo a porta precisa aguentar.

Ficou com dúvida sobre qual fechadura combina com o seu leitor facial ou controladora? Fale com a BDias Tecnologia pelo WhatsApp antes de comprar.

Perguntas rápidas

Respostas diretas para as dúvidas mais comuns sobre controle de acesso.

Fechadura eletroímã trava ou libera sem energia?

Libera. A fechadura eletroímã é fail-safe: a força magnética existe apenas com energia elétrica. Na falta de luz, a porta abre — por isso é a exigida em rotas de fuga.

Fechadura solenoide trava ou libera sem energia?

Trava. A fechadura solenoide é tipicamente fail-secure: sem energia, o mecanismo permanece travado, priorizando a proteção contra intrusão sobre a saída rápida.

A BDias vende fechadura solenoide?

Hoje não é um produto de prateleira do catálogo — trabalhamos com fechaduras eletroímã fail-safe (FE 10300 e FE 10600). Se o seu projeto exige especificamente solenoide fail-secure, fale pelo WhatsApp: ajudamos a especificar o modelo certo mesmo assim.

Qual a diferença entre a FE 10300 e a FE 10600?

Força de retenção: 300kgf contra 600kgf. As duas são fail-safe, 12VDC, e já vêm com sensor de porta e LED de status. A FE 10600 é indicada para portas mais pesadas, de vidro ou de maior fluxo — e é um pouco maior (265×40×65mm contra 250×35×65mm), então vale conferir o espaço no batente.

Para que serve o sensor de porta e o LED de status da fechadura?

O sensor de porta informa se a folha está de fato fechada, permitindo detectar quando alguém deixou a porta aberta. O LED de status mostra visualmente se está travada, facilitando a conferência sem precisar forçar a maçaneta.

Posso usar eletroímã em porta corta-fogo ou saída de emergência?

Sim, é inclusive a indicação correta — desde que seja fail-safe (libera sem energia) e tenha botoeira de saída manual do lado de dentro.

Qual força de eletroímã escolher?

Depende do peso e do uso da porta. A FE 10300 (300kgf) atende a maioria das portas residenciais e comerciais de vidro ou madeira. Portas mais pesadas ou de alto fluxo pedem a FE 10600 (600kgf).

Preciso de botoeira com fechadura eletroímã?

Sim. A botoeira de saída permite liberar a porta manualmente pelo lado de dentro, sem depender do leitor de acesso — essencial para emergências e uso do dia a dia.

Dá para usar eletroímã e solenoide no mesmo projeto?

Sim. É comum combinar as duas: eletroímã fail-safe nas rotas de fuga e entradas principais, solenoide fail-secure em salas internas específicas de alto valor.

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